terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Não morda a maça



Como estão surgindo os primeiros casais do grupo, resolvi escrever este texto, como alerta para todos que estão querendo começar a ter um relacionamento. Muitas vezes não há maturidade para assumir um relacionamento e quando surge um problema a atitude dos pombinhos não é das melhores. O que sobra? Choro, lágrimas e ranger de dentes! Hehe! Então decidi postar sobre a idade q acredito ser boa (baseado em minha singela experiência). 


Primeiro você tem que pensar se é o seu tempo. Se você tem menos q 18 anos, aconselho você a esperar um pouquinho... Antes que você (dessa idade) me apedreje, eu explico o porque.
 



Detalhe: Estou partindo do ponto de vista que você quer agradar a DEUS de coração com seu futuro relacionamento e está disposto a morrer pra você e seus desejos para isso (Gálatas 2:20).

Chega de nhenhenhém e vamos aos porquês:
 
- Cientificamente uma pessoa nessa faixa etária tende a se apaixonar tão facilmente quanto se “desapaixona”. Como diria o velho ditado “Só se desilude quem está iludido!”. Não dá pra ter um namoro cristão no estilo novela global “Malhação”!
 

- É preciso de maturidade para coordenar o relacionamento conforme a vontade de DEUS. Não que alguém nessa idade não tenha, mas existem pequenos detalhes que só se aprende com os anos.

- Não dá pra ficar “fazendo testes” com relacionamentos curtos. É preciso usar a razão ao escolher. Não pense algo como: “Me divirto com a pessoa errada enquanto não encontro a certa”.

- Entenda que esta é a 2º decisão mais importante de sua vida (a 1º é escolher a JESUS)! Não entregue seu coração de bandeja! Espere o momento certo!

- Se você tem 16 anos, provavelmente esteja no segundo ano do colegial mas, digamos que começou a namorar... ai até casar, tem 1 ano pra o terceiro colegial + 5 anos de faculdade (isso se não precisar de cursinho). No total dá 6 anos (chutando bemmmm baixo!!! Pois não acho que você queira casar com 22 anos…..) Você vai “segurar a barra” só dando a mão e uns beijos? (embora eu desaconselhe até mesmo o beijo) Com o tempo a carne vai pedindo mais….. você vai ter estrutura espiritual pra vencer e não fornicar?

- Você precisa de um trabalho. Não vai me dizer q vai pedir R$ 30,00 pra mamãe e ir no Mc Donald’s!!!!!
Bom, se você quer namorar e não tem trabalho, eu também tenho uma dica: Pega um busão, os dois passam por baixo da catraca, para numa padaria, pede 2 pães na chapa e 2 copo d’água!!! Pronto!!!! Baratinho…… Não dá né?? Namoro demanda dindin!!! Afinal é um investimento!

- Entre em um namoro se você quer conhecer mais intimamente uma pessoa com o objetivo de aprender a amá-la e se casar. Não é “test drive”!!!!!! Se você quer simplesmente suprir suas carências, dar uns beijinhos, uns abraços, etc…. é muito provável q vc quebre a cara! Namoro é coisa séria! Infelizmente o mundo deturpou muito o namoro.

- Resista as pressões de seus amigos, da mídia e do diabo! Aprenda que tudo tem o seu tempo certo (Ecls. 3)

Apoie-se nos seguintes versículos:

“Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.”
I Pedro 5:7

“Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.”

Mateus 6:33

Eu comecei a namorar com 21 anos. Calma apressadinho! Não significa que você também tem que namorar ou vai namorar só com essa idade! Quero dizer q eu esperei entregando essa área completamente nas mãos de DEUS (sem querer tirar de suas mãos) e mesmo havendo algumas oportunidades, me mantive firme na espera do momento certo.

Demorei alguns anos pra entender que o verdadeiro propósito do namoro é adorar a DEUS. Então coloquei em minha cabeça que namoro é tempo de conhecer a alma da pessoa, portanto comece conhecendo a sua primeiro e depois passe a conhecer a alma da outra pessoa, e só então, vocês estarão prontos para o casamento!


sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

10 conselhos do Papa para os jovens


1) Ter um coração jovem sempre: “Vós tendes uma parte importante na festa da fé! Vós nos trazeis a alegria da fé e nos dizeis que devemos vivê-la com um coração jovem sempre: um coração jovem, mesmo aos setenta, oitenta anos! Coração jovem! Com Cristo o coração não envelhece nunca!”

2) Ir contra a corrente: “Sim, jovens, ouvistes bem: ir contra a corrente. Isso fortalece o coração, já que “ir contra a corrente” requer coragem, e o Senhor nos dá essa coragem. Não há dificuldades, tribulações, incompreensões que possam nos meter medo se permanecermos unidos a Deus como os ramos estão unidos à videira, se não perdermos a amizade d’Ele, se lhe dermos cada vez mais espaço na nossa vida”.

3) Apostar em grandes ideais: “Não enterrem os talentos! Apostem em grandes ideais, aqueles que alargam o coração, aqueles ideais de serviço que tornam fecundos os seus talentos. A vida não é dada para que a conservemos para nós mesmos, mas para que a doemos. Queridos jovens, tenham uma grande alma! Não tenham medo de sonhar com coisas grandes!”

4) Estar com Deus em silêncio: “Aprendam a permanecer em silêncio diante d’Ele, a ler e meditar a Bíblia, especialmente os Evangelhos, a dialogar com Ele, todos os dias, para sentir a Sua presença de amizade e de amor”

5) Rezar o Rosário: “Gostaria de destacar a beleza de uma oração contemplativa simples, acessível a todos, grandes e pequenos, cultos e pouco instruídos: a oração do Santo Rosário. O Rosário é um instrumento eficaz para nos ajudar a nos abrirmos a Deus, porque nos ajuda a vencer o egoísmo e a levar a paz aos corações, às famílias, à sociedade e ao mundo.”

6) Fazer barulho: “Aqui, no Rio, farão barulho, farão certamente. Mas eu quero que se façam ouvir também, nas dioceses, quero que saiam, quero que a Igreja saia pelas estradas, quero que nos defendamos de tudo o que é mundanismo, imobilismo, nos defendamos do que é comodidade, do que é clericalismo, de tudo aquilo que é viver fechados em nós mesmos”.


7) Aproximar-se da cruz de Cristo: “Queridos amigos, a Cruz de Cristo nos ensina a sermos como o Cireneu, aquele que ajuda Jesus a levar o madeiro pesado, como Maria e as outras mulheres, que não tiveram medo de acompanhar Jesus até o fim, com amor, com ternura. E você, como é? Como Pilatos, como o Cireneu, como Maria?”

8 ) Ser protagonista das mudanças: “Através de vocês, entra o futuro no mundo. Também a vocês, eu peço para serem protagonistas desta mudança. Peço-lhes para serem construtores do mundo, trabalharem por um mundo melhor. Queridos jovens, por favor, não ‘olhem da sacada’ a vida, entrem nela. Jesus não ficou na sacada, Ele mergulhou… ‘Não olhem da sacada’ a vida, mergulhem nela como fez Jesus”.

9) Servir sem medo: “Não tenham medo de ir e levar Cristo para todos os ambientes, até as periferias existenciais, incluindo quem parece mais distante, mais indiferente. O Senhor procura a todos, quer que todos sintam o calor da Sua misericórdia e do Seu amor”.

10) Ser revolucionário: “Na cultura do provisório, do relativo, muitos pregam que o importante é ‘curtir’ o momento, que não vale a pena se comprometer por toda a vida, fazer escolhas definitivas ‘para sempre’, uma vez que não se sabe o que nos reserva o amanhã. Nisso peço que se rebelem: que se rebelem contra a cultura do provisório, a qual, no fundo, crê que vocês não são capazes de assumir responsabilidades, que não são capazes de amar de verdade. Eu tenho confiança em vocês, jovens, e rezo por vocês. Tenham a coragem de ‘ir contra a corrente’. E também tenham a coragem de ser felizes!”

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Pão Eucarístico

Hóstia
Do lat. = vítima)

Nos antigos sacrifícios religiosos assim se cha­mavam os animais e alimentos que se imolavam à divindade a significar a homenagem a ela prestada pelos oferen­tes. No sacrifício de J. C., Ele mesmo foi, em nosso favor e nosso nome, ofe­rente, mediador (sacerdote) e vítima (hós­tia). Hoje, na liturgia romana, chamam-se hóstias às partículas de pão ázimo que, segundo o mandamento de Cristo na Última Ceia, se tornam no seu corpo às palavras da consagração. Têm em ge­ral a forma circular. Para a comu­nhão aos doentes e adoração dos fiéis, as hóstias consagradas, contidas numa *píxi­de, guardam-se como Sagrada Reserva no *sacrário.
Foi sempre um uso antigo na Igreja que os fiéis oferecessem o necessário para o serviço divino e sobretudo o pão e o vinho, que são a matéria rigorosa do sacrifício.
Contudo, essas ofertas desapareceram desde o século XI, uma vez que o clero preferiu que os pães utilizados no altar fossem preparados à parte e com o maior cuidado. Assim, ficou o costume dos cristãos dar doações com as quais o clero preparava o necessário para o culto do Senhor.
A respeito do pão há-de ser de farinha, ázimo e que tenha marcas que o distinga do pão comum e ordinário.
O pão ázimo funda-se em  Jesus Cristo que celebrou a Eucaristia depois de ter comido o cordeiro pascal da lei mosaica. Desde que este cordeiro fosse imolado não se permitia comer nem conservar pão com levedura (fermento). Esse pão representava mais vivamente a suma pureza de Deus, que oferece, e a santidade que exige a recepção deste terrível mistério, segundo as palavras de São Paulo: "Comamos, não o trigo antigo, senão os ázimos de sinceridade e de verdade." (1 Cor 52).
No século XI, a Igreja ordenou que na Missa não se utilize outro pão senão aquele sem levedura. Contudo, deu liberdade para que o rito grego continuasse a consagrar com pão levedado, posto seja uma questão acidental, determinado tão-somente por um preceito eclesiástico.
Quanto à forma do pão eucarístico, o Papa São Ceferino (séc. III) os chama de "coroas" por causa de sua forma redonda: fazia-se expressamente para a Eucaristia e se vê por muitas antigas estampas que neles se imprimia o sinal da Cruz".
("La Santa Misa - Ediciones Rialp - Madrid - 1975" - Autor: Anônimo - a citação encontra-se no Cap. III - Tercera Parte del Sacrificio - De la oblación o principio del sacrificio" Pg. 211 - 224s)

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

A gratuidade do amor a Deus e ao próximo!

No Reino de Deus não existe miséria. A proposta do projeto divino é abundância para todos. Vida em abundância para todos. Quando as graças de Deus se derramam, elas não vêm em conta contas, mas em enxurrada. Isso porque, Deus é misericordioso e compassivo. Sua bondade não tem limites. Essa é a boa notícia que ouvimos na Liturgia da Palavra desse XVIII Domingo do Tempo Comum.

O profeta Isaias (Is 55, 1-3) faz ressoar o convite de Deus para entrar na sua tenda e participar do banquete que Ele oferece. Não é preciso levar dinheiro. Os favores de Deus são gratuitos. Não é preciso pagar nem devolver o favor, pois o convite divino é motivado pelo amor, não é interesseiro. E sua oferta não é parca, nem impõe condições. Basta aceitá-lo como Deus é: misericordioso, compassivo, bondoso, amoroso e paciente para com todos (Salmo 144).

A universalidade do amor divino é a senha para se entrar na sua presença. O convite feito pelo profeta não exclui ninguém. A proposta que Deus faz é universal. Para todos sem exceções. Sua gratuidade é ilimitada. Recusar-se a aceitar esse princípio e voltar as costas ao irmão, também ele convidado de Deus, torna impraticável a participação no banquete na Tenda de Deus. Mas, quem aceitar as características dessa graça, que espelham Aquele que a concede, então encontrará satisfação completa.

Todavia, um olhar atento ao mundo perceberá que há miséria em muitos cantos. Falta o pão em muitas mesas. Famílias não satisfazem nem ao menos a fome de cada dia. Onde está Deus e sua promessa de abundância? E quando nos falta saúde, faltam paz e consolo e sobram dúvidas, intranqüilidade e medo, não nos parece falsa promessa as palavras do profeta?

Se Deus é gratuito em seus dons, nós também somos convidados a amá-lo sem esperar algo em troca. É o que São Paulo (Rm 8,35. 37-39) deixa claro com o testemunho de São Paulo. Se a abundância de graças nos mostra que somos favorecidos por Deus, será a privação que nos separará de seu amor? Nossa fidelidade a Deus é comparável à união esponsal: na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, na abundância e na privação. É fácil amar quando tudo vai bem. Os verdadeiros amigos se revelam na fidelidade em momentos difíceis.

Aqui cabe uma reflexão sobre o Dízimo. Aprendemos que Dízimo é devolução, pois tudo pertence a Deus. Desse modo, não estamos fazendo um favor a Deus ou a sua Igreja. Estamos cumprindo com nossa obrigação. Estamos dando algo que não nos pertence. Então como entender que alguém pregue prometendo a abundância das dádivas divinas para quem abre a mão para dar o Dízimo? Esse deve ser um ato de amor e gratuidade. Não se trata de uma troca. Não é um investimento no presente esperando obter bons resultados no futuro. Deve ser um ato de doação gratuita e reconhecimento em resposta do amor já manifestado por Deus em nosso favor. Ninguém pode fazer afirmações colocando-se no lugar de Deus dizendo coisas como “dê o Dízimo e nada faltará em sua vida”. Mas, quando sofremos privações, deveremos entender que fomos desprezados por Deus? Estamos sujeitos às doenças e carestias de todo tipo nesse mundo. A morte é uma realidade que nunca nos abandona. E isso não significa que fomos abandonados por Deus. O Dízimo deve ser um ato de gratuidade. Saibamos receber as dádivas divinas com humildade e gratidão. E saibamos suportar as privações. Para São Paulo, assim como para nós, o que jamais pode faltar é o próprio Cristo. E basta-nos estar unidos a Ele.



No Evangelho (Mateus 14,13-21) ouvimos a narração da multiplicação dos pães. Alguns detalhes da narrativa são bastante edificantes. Um primeiro elemento a se ressaltar é a gratuidade do gesto de Jesus curando os doentes. Apenas movido pela compaixão. Nenhuma imposição de valores, nenhuma exigência moral, nenhuma cobrança ou pedido de retribuição. Curou-os simplesmente porque estavam doentes.

Um segundo ponto importante é a ordem de Jesus “daí-lhes vós mesmos de comer”. O Divino Mestre dava uma missão a seus discípulos. Referindo-se ao pão, que haveria de multiplicar em seguida, Jesus mandava sua Igreja distribuir o pão da Eucaristia e o pão da caridade. E a Igreja deverá fazê-lo movida pela mesma compaixão de seu Senhor. Pela mesma atitude de gratuidade e satisfação em fazer o bem. Com a mesma abundância, sem jamais negar-se a entregar-se a si mesma em sacrifício para que todos tenham vida e a tenham em abundância. Com o Dízimo, em sua dimensão social, cumprimos essa ordem de Cristo, a fim de distribuir o pão a quem tem fome, de modo que não haja necessitados entre nós. Afinal, Deus deu em abundância, os meios para que todos tenham o necessário para uma vida vivida com dignidade.